Carioca, iniciou a carreira tocando bateria em bailes e cabarés do Rio de Janeiro. Trabalhou na Rádio Tupi acompanhando cantores e formou, nos anos 50, o Copa Trio, que tocava no Beco das Garrafas, em Copacabana. Participou em 1958 da gravação do disco "Canção do Amor Demais", de Elizeth Cardoso com músicas de Tom Jobim e violão de João Gilberto, um marco inaugural da bossa nova. Nos anos 60 integrou grupos com Sergio Mendes, com quem participou do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York, 1962. Tocou ainda em shows de Elis Regina, Quarteto em Cy, Flora Purim, com quem se casou. No fim dos anos 60 voltou aos EUA, onde participou de discos de Tom Jobim, Tony Bennet e outros. Em 1971 passou a integrar o grupo Weather Report, que trouxe uma série de inovadoras concepções para a linguagem do jazz, e no ano seguinte lançou o primeiro disco solo nos EUA, "Dom Um Romão". Trabalhou como baterista e percussionista nos Estados Unidos até o início dos anos 80, quando radicou-se na Suíça. Participou de diversos festivais de jazz ao redor do mundo, com seus conjuntos. Sua fama como percussionista deve-se à sua técnica de imitar sons da natureza, dando colorações diferentes às músicas. Sua batida de samba, aberta, com muita dinâmica e acentuação afro, também é característica. Nos anos 90 fez algumas apresentações no Brasil e gravou, em 1997, o CD "Rhythm Traveler".
Em 1962, Dom Um participou da primeira formação do sexteto Bossa Rio, de Sérgio
Mendes, e se apresentou com o conjunto no Carnegie Hall, na noite que consagrou
a bossa nova em Nova York. Foi Dom Um quem levou Elis Regina, em 1964, para
cantar nas boates do Beco das Garrafas, em Copacabana, dando um empurrão
decisivo na carreira da ainda desconhecida cantora.
Ainda em 1964, o
baterista gravou seu primeiro disco solo, Dom Um, capítulo importante na
história da música instrumental brasileira, em especial do chamado samba-jazz.
“Ele fundiu, da melhor forma, o samba de gafieira com o jazz, criando uma
escola. Dom Um fez uma ponte Rio-Nova York-Los Angeles que está bem explicada
nesse disco’’, afirma Charles Gavin, baterista dos Titãs, ao comentar a morte do
colega músico.
Ao lado de Edison Machado, Milton Banana, Helcio Milito,
Wilson das Neves e alguns outros, Dom Um Romão firmou um estilo de bateria que
atraiu os ouvidos norte-americanos, pois incorporava os andamentos do samba aos
movimentos do jazz. Em 1965, engrenou uma longa carreira internacional, tocando
com o saxofonista Stan Getz e com brasileiros que se radicaram nos EUA, onde ele
lançou nove discos solo.
Entre os músicos que Dom Um Romão acompanhou
estão como Astrud Gilberto e Flora Purim. Tocou também com Tom Jobim –
participou de Wave e do disco de Jobim com Sinatra – e nos anos 70, fez parte do
Weather Report, um dos principais conjuntos da história do jazz e do qual faziam
parte Joe Zawinul, Jaco Pastorius e Wayne Shorter.
O baterista Dom Um Romão que foi um dos nomes mais importantes do jazz brasil,
faleceu no dia 26 de julho de 2005.
Nascido em 1943, em Madureira, Rio de Janeiro, filho de uma pianista, Chico Batera teve seu primeiro contato com a percussão na Escola de Samba Império Serrano. Aos 17 anos tornou-se músico profissional, tocando nos shows de Carlos Machado e no famoso Beco das Garrafas, berço da Bossa Nova. Com o sucesso da música brasileira no Carnegie Hall, em Nova York, Chico foi para os Estados Unidos acompanhando Sérgio Mendes em missão cultural apoiada pelo Itamaraty.
Ao fim da temporada, permaneceu no país morando numa comunidade hispânica, o que permitia o convívio com cubanos e porto-riquenhos. A riquíssima troca de informações desse período que lhe rendeu encontros com Tito Puente e Armando Perazza despertou sua paixão por ritimos latinos. Embalado pela confluência singular entre jazz, música brasileira e latina, estudou na Berklee School of Music e teve aulas particulares com Joe Porcaro, além de participar de intercâmbios culturais no Los Angeles City College. Chico Batera se destacou pela riqueza e diversidade rítmicas e tocou com grandes maestros como Michel Legrand, Henry Mancini e Dave Grusin. Acompanhou artistas da importância de Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e The Doors. Na década de 70 gravou com João Gilberto no México. Foi integrante da banda de Cat Stevens até que este abandonasse sua carreira.
De volta ao Brasil, ministrou cursos de percussão na Pró-arte e no Centro Musical Antônio Adolfo. Nas décadas de 70 e 80 foi o percussionista que mais gravou no país. Dentre os artistas que acompanhou estão Elis Regina, Martinho da Vila, GaL Costa, Simone, Djavan, João Bosco e Fagner. Participou também de gravações dos dois últimos álbuns de Ed Mota. Mas a versatilidade do músico não para por aí.Esteve presente em trabalhos instrumentais com Wagner Tiso, Vitor Biglione e Lee Ritenour. Há 28 anos acompanha Chico Buarque, tendo co-produzido o álbum de 1989 que leva o nome do compositor e inclui o grande sucesso Vai Passar. Reunindo toda a sua experiência, realizou o projeto 50 anos de Baile em parceria com a Secretaria de Cultura do Município de São Paulo durante 1999 e 2000. Paralelamente a carreira de músico, mais recentemente, organizou a Oficina de Percussão Brasileira & Rítimica Corporal, ministrando não só os rudimentos da técnica e da teoria musicais, como também a prática de novas e bem sucedidas metodologias, como aquela experimentada pelo Monobloco, grupo de percussão carioca que usa o corpo e seus movimentos como referências básicas para o aprendizado da percussão. Iniciada em 2002, esta Oficina trabalha com crianças e adolescentes (de 8 a 18 anos). Em 2004 criou o Chico Batera Trio, tendo Luiz Alves (baixo acústico) e Kiko Continentino (piano) como integrantes dessa bem sucedida aventura musical. Em 2006 gravou com seu Trio o CD Lume (Biscoito Fino), tendo como convidado seu parceiro e amigo de longa data Chico Buarque, cantando Iracema Voou.
Fez muitos shows, participou de vários festivais pelo Brasil. Na comemoração dos 50 anos da Bossa Nova fez parte do grupo Bossa Nova All Stars com Bebeto Castilho (baixo), Fátima Regina (Voz) e Fernando Costa (piano). Foram 8 semanas na Modern Sound (Rio). Em fevereiro de 2009, convida Wilson das Neves e a bateria Império do Futuro, formada por crianças da comunidade da Escola de Samba Império Serrano para o show Tocou Reunir. No mesmo mes desfila na Marques de Sapucaí na sua Escola de Samba Império Serrano.
Nascido em 21 de junho de 1942, no Rio de Janeiro, Eumir Deodato começou
tocando acordeão aos doze anos. Depois disso, iniciou seus estudos em piano e
arranjo e regência de orquestra. Estritamente autodidata, ele mergulhou nos
livros teóricos, passando noites incontáveis analisando as partituras para
orquestras.
Deodato se tornou um do mais ativos arranjadores e pianistas
do Rio, gravando com Milton Nascimento, Marcos Valle, Elis Regina e Antônio
Carlos Jobim. Em 1968, Deodato se mudou para New York e começou a trabalhar com
Luiz Bonfá, e também fazendo trabalhos de estúdio para Astrud Gilberto, Walter
Wanderley, Antônio Carlos Jobim e Marcos Valle.
Depois de escrever
arranjos para "Samba de Praia" de Astrud Gilberto, ele foi contratado por Creed
Taylor para fazer arranjos dos artistas da CTI, como Wes Montgomery, Stanley
Turrentine, George Benson, Paul Desmond e Tom Jobim. Sua reputação nos campos
pop e black music ficou fortalecida pelos trabalhos com Frank Sinatra, Roberta
Flack e Aretha Franklin.
Seu álbum de estréia como líder foi em 1973, ao
vivo no Madison Square Garden em New York, que ficou famoso com a gravação de
"Also Sprach Zarathustra". Depois de sete anos excursionando pelo mundo
(Austrália, Japão, Canadá, América do Sul e a Europa) e de oito excursões
costa-a-costa nos EUA, Deodato decidiu concentrar seu trabalho em estúdio.
Além dos álbuns solo para os selos CTI, MCA, Warner e Atlantic, o seu
trabalho dele como produtor/arranjador ganhou vários prêmios. Em destaque estão
suas produções para Michael Franks, Chuck Mangione, Kevin Rowland (Dexy's
Midnight Runners) e Kool & The Gang's.
Nos anos 90, Deodato
continuou sendo uma força vital trabalhando com a cantora islandesa Björk,
fazendo arranjos para três álbuns para ela: Post(1995), Telegram(1996) e
Homogenic(1997). Ele arranjou e produziu em 1996 um álbum para Gal Costa (1996)
e fez arranjos para Titãs e Carlinhos Brown.
Em 1999, ele fez a trilha
de "Bossa Nova" de Bruno Barreto e o ano seguinte produziu o disco do filme para
a Verve. depois realizou trabalhos para a cantora nipo-brasileira Lisa Ono e
para a cantora de jazz Ann Hampton Callaway. Em novembro de 2001, Deodato
participou em um concerto em benefício de New York onde tocou sua famosa música
(Also Sprach Zarathustra: 2001).
A reação foi fantástica, o que o
encorajou a voltar a fazer concertos. Ele realizou apresentações selecionadas, a
começar pela Vienna Opera House, como parte do Vienna Summer Jazz Festival. Em
2004, Deodato realizou arranjos de orquestra para KD Lang e está se preparando,
não só para excursionar como para gravar um próximo álbum.
Filho de médico, nascido a onze de fevereiro de 1941 em Niteroi, Sérgio
Mendes começou a estudar música no conservatório ainda criança, com a intenção
de se tornar pianista clássico. Mendes já estava morando no Rio de Janeiro
quando surgiu a moda da bossa nova no final dos anos cinqüenta e com a idade de
quinze anos, abandonou a música clássica pela sua nova paixão.
Mendes
começou a absorver o fermento musical que era gerado pelas músicas de Antônio
Carlos Jobim e João Gilberto. Isso foi acrescido pelos shows que assistiu de
Stan Getz, Dizzy Gillespie, Charlie Byrd, Paul Winter, Roy Eldridge e Herbie
Mann. Mendes formou seu grupo, o "Sexteto Bossa Rio", que obteve muita
repercussão crítica, o que resultou na sua primeira gravação, "Dança Moderna",
em 1961 através da gravadora Philips.
Mendes em 1962, depois de
participar do show no Carnegie Hall ele tocou no Birdland com Cannonball
Adderley, um show que só foi lançado pela Capitol anos depois. Seus álbuns
iniciais como "Bossa Nova York" e "Girl From Ipanema", foram extremamente
influenciados por Tom Jobim. Em 1964 ele mudou para os Estados Unidos,
inicialmente para tocar nos álbuns de Jobim e Art Farmer; no ano seguinte ele
criou o "Brasil 65".
O grupo gravou para a Capitol sem alcançar muita
repercussão. Mas em 1966, Mendes e sua banda—rebatizada de "Brasil 66", assinou
com a A&M e a partir daí começou haver sintonia entre a banda e a sua
platéia. O grupo, na sua primeira formação na A&M tinha Sérgio Mendes
nos teclados, Bob Matthews no baixo, João Palma na bateria, José Soares como
percussionista, Lani Hall e Janis Hansen nos vocais. O estilo da banda tinha uma
mistura de um jazz bem light com uma batida de bossa nova, e no cardápio
melodias pop contemporâneas.
O álbum fez um enorme sucesso, com seis
músicas nas paradas, chefiadas por "Mas Que Nada". O segundo álbum, "Equinox",
teve como sucesso "Chove Chuva", mas o terceiro, "Look Around", foi o campeão de
vendas, com "Fool on the Hill", dos Beatles e "Scarborough Fair", de Simon &
Garfunkel. O quarto álbum, "Crystal Illusions",de 1969, foi liderada pela versão
de "The Dock of the Bay" de Otis Redding.
Durante este período, Mendes
fez também várias gravações para a Atlantic, dirigidas para uma audiência de
jazz light, tendo nelas participações de Jobim, Art Farmer, Phil Woods, Hubert
Laws e Claire Fisher. Mendes caminhou até o final de 60 com sucesso
internacional e financeiro.
Em 1973 o grupo mudou para um selo menor, o
Bell Records e depois foi para a Elektra onde gravou seu primeiro álbum solo
oficial, "Sérgio Mendes". Ele re-lançou pela gravadora, dois anos depois, o "
Sérgio Mendes & Brasil 77", de pouco apelo pelo público; depois de cinco
anos e com faro comercial, Mendes voltou para a A&M em 1982.
No ano
seguinte, o álbum de retorno, "Sérgio Mendes", alcançou seu primeiro Top 40,
emplacando o hit "Never Gonna Let You Go". Ele continua sendo uma figura popular
internacionalmente, até mesmo quando as vendas caíram nos EUA, por outro lado
seu trabalho dos anos sessenta foi reeditado em no Japão.
Durante os
anos noventa, Mendes formou com um grupo novo, Brasil 99, e mais recentemente,
Brasil 2000, e tem integrado os sons de hip-hop e da Bahia em sua música.
Leny Andrade de Lima, conhecida pelo nome artístico de LENY ANDRADE considerada por muitos a maior cantora de samba jazz brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 1943, e é uma cantora de música brasileira.
Aos seis anos de idade, Leny Andrade começou a tocar piano. Aos nove, entrou para o Conservatório Brasileiro de Música e aos quinze já se apresentava como "crooner" de orquestras. Ainda menina, cantou com o trio de Sergio Mendes na época do Beco das Garrafas.
Nascida no Rio de Janeiro, aos 15 anos estreou profissionalmente, sendo a única crooner a cantar na orquestra de Dick Farney. Gravou seu primeiro LP em 1961 chamado "A Sensação". No ano seguinte, lançou o LP "A Arte Maior de Leny Andrade".
Na década de 60, com Pery Ribeiro e o grupo Bossa Três, com quem gravou o primeiro disco ao vivo, estreou na boate Porão 73 o antológico show "Gemini 5" de Ronaldo Bôscoli e Miele, show este que provocou sua mudança para o México onde morou 5 anos. Em 1965 estourou nas pardas com o disco "Estamos aí" com destaque para a faixa título de Mauricio Einhorn, Durval Ferreira e Regina Werneck. Enveredou pelo samba de vanguarda nos anos 70, com o disco "Alvoroço" e fechou a década com o disco "Registro" uma obra marcante de samba-jazz.
Nas décadas de 80 e 90 dividiu-se entre o Brasil e os Estados Unidos. Em 1984 gravou dois importantes discos na sua carreira " Leny Andrade ao Vivo" com capa do artista plástico Juarez Machado, pela Gravadora Pointer.
Prestigiada, o CD "Luz Neon", foi aclamado pela crítica e pelo público, onde destacou-se a interpretação da música A Night in Tunisia de Toots Thielemans e Saigon de Claudio Cartier / Paulo Cesar Feital e Carlão. Este CD abriu as portas para a Europa, sendo lançado pela gravadora holandesa Timeless Records na Europa e Japão. Essa gravadora ainda lançou ainda o CD "Embraceable You" que foi posteriormente relançado no Brasil pela gravadora Som Livre, apenas com standards norte-americanos, em ritmo de bossa nova.
De 1990 em diante tem participado de inúmeros Festivais de Jazz na Europa, Japão e Estados Unidos, cantando também em prestigiados templos de Jazz, como Blue Note em Nova York e Japão, Birdland e Lincon Center em Nova York, "New Morning em Paris, Ronnie Scott's Club em Londres, Subway em Colonia na Alemanha, entre outras.
Lançou também CDs em parceria com instrumentistas de prestígio, como César Camargo Mariano chamado "Nós", Cristóvão Bastos para a série Letra e Música do produtor Almir Chediak, "Antonio Carlos Jobim" e com o violonista radicado nos Estados Unidos Romero Lubambo gravou "Coisa Fina" e Luar do Arpoador".
Em 2007 dividiu um Grammy Latino com César Camargo Mariano para Melhor Álbum MPB ao Vivo. Leny Andrade tem 29 discos gravados e 2 DVDs, sendo o mais recente o CD "Alma Mia" (2010) só de boleros com arranjos de Fernando Merlino.
Leny Andrade é a preferida dos músicos e se apresentou com Paquito D'Rivera, Toots Thielemans, Fred Hersch, Roberto Menescal, Cesar Camargo Mariano, Léo Gandelman, Trio Corrente, Sambop Quinteto, Mauricio Einhorn, Romero Lubambo, João Carlos Coutinho, e vários outros músicos de renome. O estilo eclético de Leny Andrade é uma síntese do samba, do jazz, da MPB, de boleros, canções,baladas, enfim, da boa música.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Tendo como proposta inicial, reverenciar os mestres desse gênero musical, tão harmonioso, quanto empolgante, levando em consideração as variantes que existem dentro do cenário - samba de coco, roda, véio, exaltação, rock, jazz - são algumas formas de embalar o ritmo através do balanço da batida cadenciada, ora forte, ora malemolente, mas jamais sem perder a identidade que nos emociona seja no tambor, seja na bateria, pelas cordas, pelas teclas ou no simples bater de mãos e no pisar dos pés.
O cantor e compositor pernambucano ALLAN MARLANGO escolheu o samba jazz para homenagear os sambistas brasileiros, de todas as vertentes, e contribuir com a expansão da diversidade sonora existente no samba. Com piano, contrabaixo acústico e bateria todas as cadências são devidamente colocadas em práticas, mostrando assim que um bom samba independe da escolha de instrumentos a que esteja sujeito. Nomes como Dorival Caymmi, Noel Rosa, Cartola, Paulinho da Viola, D. Ivone Lara, Chiquinha Gonzaga, Arlindo Cruz, Jorge Benjor, Coco Raízes de Arcoverde, Karynna Spinelli, Moacir Santos, Jonnhy Alf entre outros são exaltados em suas obras a partir do arranjo proposto para a transposição de sons.
Além de projeto artístico, o SAMBA DO MARLANGO, tem cunho social, onde nos dias em que for realizado, serão solicitados alimentos perecíveis a cada espectador no intuito de volvê-los a alguma entidade/comunidade necessitada.
Com EP a ser lançado ainda nesse semestre, contendo cinco músicas inéditas, o projeto SAMBA DO MARLANGO, chega amparado artisticamente de forma promissora, com um trabalho de qualidade, onde além de curtirem o espetáculo em seus dias de apresentação, os presentes também poderão levar para casa ou apreciarem através de link (www.soundcloud.com/allanmarlango) pela internet, o trabalho do cantor e compositor ALLAN MARLANGO. Das cinco músicas, três são de sua autoria, onde foram arranjadas pelo produtor musical Guigo Nascimento, em Recife, sua terra natal.
EDIÇÃO RIO DE JANEIRO
QUINTA, 04/10, 19h
SUBLIME RELICÁRIO DA LAPA
Av. Gomes Freire, 773, Lapa
Inf. e Reservas: 21 22249824
COUVERT ARTÍSTICO: R$ 15,00 + 2Kg de alimento não perecível
Mais informações: www.sublimerelicario.com.br
EDIÇÃO CABO FRIO
SEXTA, 12/10, 20h
PRAÇA DE SÃO CRISTÓVÃO, SÃO CRISTÓVÃO
Entrada: 2kg de alimento não perecível
EDIÇÃO SÃO PAULO
TERÇA, 13/11, 21h
CAFÉ PAÕN - MUSIC BAR
Av. Pavão, 950, Moema
Inf. e Reservas: 11 5041 6738 / 5533 5100
COUVERT ARTÍSTICO: R$ 40,00
Mais informações: www.cafepaon.com.br
A Turma da Gafieira eram os Jazz Messengers brasileiros, os novos músicos mais interessantes fervendo em solos revolucionários, em plena década de 50 pré-bossa nova. Pelo menos cinco anos antes d’O LP d’Os Cobras, d’O Som do Meirelles e os Copa 5, do Você Ainda Não Ouviu Nada do Bossa Rio Sexteto do Sérgio Mendes, que qualquer disco de trio, do próprio Edison Machado é Samba Novo, totalmente vanguarda no conceito e no som, a Turma da Gafieira é samba-jazz antes do estilo ser sonhado.
Dois discos lançados pela Musidisc, cheios de acompanhamentos e improvisos musculares de Raul de Souza no trombone, Cipó e Zé Bodega nos saxes, Sivuca na sanfona, Altamiro Carrilho na flauta, Baden Powell no violão. E na cadeira de Art Blakey, acelerando o eixo do samba, Edison Machado, com sua pegada pra frente, bebop, pratos chiando, convenções e viradas nervosas.
Jazz no Brasil na época? Só muito timidamente, diluído nas orquestras de baile e gafieira, no máximo ebulindo em encontros informais entre os músicos, jam sessions nas horas vagas ou nos bares mais moderninhos. Dali alguns anos, chegando aos músicos mais antenados da jovem classe média-alta carioca no pequeno Beco das Garrafas, mas até então se confundindo com os regionais de choro, Orquestras Tabajaras, pianistas de cocktail, pequenos combos para acompanhar cantores.
O texto anônimo entre aspas ali em cima é do 10″ com composições de Altamiro Carrilho. Tanto ele como o LP lançado pela mesma época, com versões de Caymmi, Tito Mati, Wilson Batista e Tom Jobim, não se avexam de ser revolucionários discos de pequena formação gravados ao vivo com músicos criativos livres para improvisar sobre temas interessantes – para todos os efeitos, dois discos de jazz.