sábado, 8 de setembro de 2012

SÉRGIO MENDES

 
 
 
 
Filho de médico, nascido a onze de fevereiro de 1941 em Niteroi, Sérgio Mendes começou a estudar música no conservatório ainda criança, com a intenção de se tornar pianista clássico. Mendes já estava morando no Rio de Janeiro quando surgiu a moda da bossa nova no final dos anos cinqüenta e com a idade de quinze anos, abandonou a música clássica pela sua nova paixão.

Mendes começou a absorver o fermento musical que era gerado pelas músicas de Antônio Carlos Jobim e João Gilberto. Isso foi acrescido pelos shows que assistiu de Stan Getz, Dizzy Gillespie, Charlie Byrd, Paul Winter, Roy Eldridge e Herbie Mann. Mendes formou seu grupo, o "Sexteto Bossa Rio", que obteve muita repercussão crítica, o que resultou na sua primeira gravação, "Dança Moderna", em 1961 através da gravadora Philips.
 


Mendes em 1962, depois de participar do show no Carnegie Hall ele tocou no Birdland com Cannonball Adderley, um show que só foi lançado pela Capitol anos depois. Seus álbuns iniciais como "Bossa Nova York" e "Girl From Ipanema", foram extremamente influenciados por Tom Jobim. Em 1964 ele mudou para os Estados Unidos, inicialmente para tocar nos álbuns de Jobim e Art Farmer; no ano seguinte ele criou o "Brasil 65".

O grupo gravou para a Capitol sem alcançar muita repercussão. Mas em 1966, Mendes e sua banda—rebatizada de "Brasil 66", assinou com a A&M e a partir daí começou haver sintonia entre a banda e a sua platéia.
O grupo, na sua primeira formação na A&M tinha Sérgio Mendes nos teclados, Bob Matthews no baixo, João Palma na bateria, José Soares como percussionista, Lani Hall e Janis Hansen nos vocais. O estilo da banda tinha uma mistura de um jazz bem light com uma batida de bossa nova, e no cardápio melodias pop contemporâneas.
 


O álbum fez um enorme sucesso, com seis músicas nas paradas, chefiadas por "Mas Que Nada". O segundo álbum, "Equinox", teve como sucesso "Chove Chuva", mas o terceiro, "Look Around", foi o campeão de vendas, com "Fool on the Hill", dos Beatles e "Scarborough Fair", de Simon & Garfunkel. O quarto álbum, "Crystal Illusions",de 1969, foi liderada pela versão de "The Dock of the Bay" de Otis Redding.

Durante este período, Mendes fez também várias gravações para a Atlantic, dirigidas para uma audiência de jazz light, tendo nelas participações de Jobim, Art Farmer, Phil Woods, Hubert Laws e Claire Fisher. Mendes caminhou até o final de 60 com sucesso internacional e financeiro.

Em 1973 o grupo mudou para um selo menor, o Bell Records e depois foi para a Elektra onde gravou seu primeiro álbum solo oficial, "Sérgio Mendes". Ele re-lançou pela gravadora, dois anos depois, o " Sérgio Mendes & Brasil 77", de pouco apelo pelo público; depois de cinco anos e com faro comercial, Mendes voltou para a A&M em 1982.

No ano seguinte, o álbum de retorno, "Sérgio Mendes", alcançou seu primeiro Top 40, emplacando o hit "Never Gonna Let You Go". Ele continua sendo uma figura popular internacionalmente, até mesmo quando as vendas caíram nos EUA, por outro lado seu trabalho dos anos sessenta foi reeditado em no Japão.
 


Durante os anos noventa, Mendes formou com um grupo novo, Brasil 99, e mais recentemente, Brasil 2000, e tem integrado os sons de hip-hop e da Bahia em sua música.
 
 
 
FONTE: CLUBE DE JAZZ/YOUTUBE

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