domingo, 26 de agosto de 2012
AGENDA
EDIÇÃO RIO DE JANEIRO
QUINTA, 04/10, 19h
SUBLIME RELICÁRIO DA LAPA
Av. Gomes Freire, 773, Lapa
Inf. e Reservas: 21 22249824
COUVERT ARTÍSTICO: R$ 15,00 + 2Kg de alimento não perecível
Mais informações:
www.sublimerelicario.com.br
EDIÇÃO CABO FRIO
SEXTA, 12/10, 20h
PRAÇA DE SÃO CRISTÓVÃO, SÃO CRISTÓVÃO
Entrada: 2kg de alimento não perecível
BROOKLINFEST
SÁBADO, 21/10
Brooklin/São Paulo
Entrada franca
www.brooklinfest.blogspot.com
EDIÇÃO SÃO PAULO
TERÇA, 13/11, 21h
CAFÉ PAÕN - MUSIC BAR
Av. Pavão, 950, Moema
Inf. e Reservas: 11 5041 6738 / 5533 5100
COUVERT ARTÍSTICO: R$ 40,00
Mais informações:
www.cafepaon.com.br
Em breve, datas para EDIÇÃO RECIFE E SALVADOR.
REALIZAÇÃO: PELE PRETA PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
sábado, 25 de agosto de 2012
TURMA DA GAFIEIRA
A Turma da Gafieira eram os Jazz Messengers brasileiros, os novos músicos mais interessantes fervendo em solos revolucionários, em plena década de 50 pré-bossa nova. Pelo menos cinco anos antes d’O LP d’Os Cobras, d’O Som do Meirelles e os Copa 5, do Você Ainda Não Ouviu Nada do Bossa Rio Sexteto do Sérgio Mendes, que qualquer disco de trio, do próprio Edison Machado é Samba Novo, totalmente vanguarda no conceito e no som, a Turma da Gafieira é samba-jazz antes do estilo ser sonhado.
Dois discos lançados pela Musidisc, cheios de acompanhamentos e improvisos musculares de Raul de Souza no trombone, Cipó e Zé Bodega nos saxes, Sivuca na sanfona, Altamiro Carrilho na flauta, Baden Powell no violão. E na cadeira de Art Blakey, acelerando o eixo do samba, Edison Machado, com sua pegada pra frente, bebop, pratos chiando, convenções e viradas nervosas.
Jazz no Brasil na época? Só muito timidamente, diluído nas orquestras de baile e gafieira, no máximo ebulindo em encontros informais entre os músicos, jam sessions nas horas vagas ou nos bares mais moderninhos. Dali alguns anos, chegando aos músicos mais antenados da jovem classe média-alta carioca no pequeno Beco das Garrafas, mas até então se confundindo com os regionais de choro, Orquestras Tabajaras, pianistas de cocktail, pequenos combos para acompanhar cantores.
O texto anônimo entre aspas ali em cima é do 10″ com composições de Altamiro Carrilho. Tanto ele como o LP lançado pela mesma época, com versões de Caymmi, Tito Mati, Wilson Batista e Tom Jobim, não se avexam de ser revolucionários discos de pequena formação gravados ao vivo com músicos criativos livres para improvisar sobre temas interessantes – para todos os efeitos, dois discos de jazz.
FONTE: www.oesquema.com.br
FONTE: www.oesquema.com.br
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
EDIÇÃO SÃO PAULO
13/11/2012
TERÇA
21h
CAFÉ PAÕN - MUSIC BAR
AV. PAVÃO, 950, MOEMA, SÃO PAULO
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COUVERT ARTÍSTICO: R$ 40,00(PESSOA)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
MÁRCIO MALLARD
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
MOACIR SANTOS PARTE II
Moacir Santos é considerado pelos críticos e pesquisadores musicais como um
dos principais arranjadores e compositores brasileiros, aquele que renovou a
linguagem da harmonia no país.
Moacir Santos nasceu em 1923 em São José do Belmonte-Pe e começou cedo sua história musical, quando se se uniu à banda da cidade Flores do Pajeú, em pleno sertão pernambucano, aos 14 anos, tocando saxofone, clarinete e trompete, entre outros instrumentos. Dois anos depois ele saiu pelo nordeste afora até 1943, quando arrumou um emprego na Rádio Clube de Recife.
Em 1945 foi para a Paraíba, onde tocou na banda da Polícia Militar e na jazz band da Rádio Tabajara como clarinetista e tenorista. Em 1948 ele mudou para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na gafieira "Clube Brasil Danças" durante 18 anos como saxofonista, arranjador e maestro.
Outro longo emprego que teve foi na Rádio Nacional, começando como tenorista da Orquestra do Maestro Chiquinho. Como fazia arranjos sem conhecer as regras, Santos se iniciou em teoria musical com Guerra Peixe e depois foi estudar com o grande musicólogo e compositor alemão Hans Joachim Koellreutter, de quem Santos depois se tornou assistente.
Durante essa década ele começou a dar aulas, mas foi nos sessenta que ficou famoso, sendo professor de grandes talentos, como Paulo Moura, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Dori Caymmi e Airto Moreira, entre outros.
Em 1951, ele foi convidado por Paulo Tapajós, diretor da Rádio Nacional para ser um maestro e arranjador do elenco, onde permaneceu até 1967. Em 1954, Santos foi para São Paulo onde dirigiu a orquestra da TV Record. Dois anos depois, ele voltou ao Rio de Janeiro, retomando seu trabalho na Rádio Nacional e se tornou regente na Copacabana Discos.
Com o prestígio alcançado no Brasil, Santos gravou em 1965 pela Forma, o seu primeiro álbum solo, "Coisas". Santos compôs trilhas sonoras para muitos filmes como "Love in the Pacific", "Seara Vermelha"(Rui Aversa), Ganga Zumba (Cacá Diegues), O Santo Médico (Sacha Gordine), e Os Fuzis (Ruy Guerra), entre outros.
Em 1967, ele deixou a Rádio Nacional e se mudou para os EUA, indo morar em Pasadena, onde ficou dando aulas de música até ser descoberto por Horace Silver. Em 1985, ele abriu junto com Radamés Gnattali, no Rio de Janeiro, o I Free Jazz Festival. Em 1996, ele condecorado pelo Presidente Fernando Henrique com a comenda da Ordem do Rio Branco. No mesmo ano, Santos foi homenageado no Brazilian Summer Festival em Los Angeles.
Moacir Santos nasceu em 1923 em São José do Belmonte-Pe e começou cedo sua história musical, quando se se uniu à banda da cidade Flores do Pajeú, em pleno sertão pernambucano, aos 14 anos, tocando saxofone, clarinete e trompete, entre outros instrumentos. Dois anos depois ele saiu pelo nordeste afora até 1943, quando arrumou um emprego na Rádio Clube de Recife.
Em 1945 foi para a Paraíba, onde tocou na banda da Polícia Militar e na jazz band da Rádio Tabajara como clarinetista e tenorista. Em 1948 ele mudou para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na gafieira "Clube Brasil Danças" durante 18 anos como saxofonista, arranjador e maestro.
Outro longo emprego que teve foi na Rádio Nacional, começando como tenorista da Orquestra do Maestro Chiquinho. Como fazia arranjos sem conhecer as regras, Santos se iniciou em teoria musical com Guerra Peixe e depois foi estudar com o grande musicólogo e compositor alemão Hans Joachim Koellreutter, de quem Santos depois se tornou assistente.
Durante essa década ele começou a dar aulas, mas foi nos sessenta que ficou famoso, sendo professor de grandes talentos, como Paulo Moura, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Dori Caymmi e Airto Moreira, entre outros.
Em 1951, ele foi convidado por Paulo Tapajós, diretor da Rádio Nacional para ser um maestro e arranjador do elenco, onde permaneceu até 1967. Em 1954, Santos foi para São Paulo onde dirigiu a orquestra da TV Record. Dois anos depois, ele voltou ao Rio de Janeiro, retomando seu trabalho na Rádio Nacional e se tornou regente na Copacabana Discos.
Com o prestígio alcançado no Brasil, Santos gravou em 1965 pela Forma, o seu primeiro álbum solo, "Coisas". Santos compôs trilhas sonoras para muitos filmes como "Love in the Pacific", "Seara Vermelha"(Rui Aversa), Ganga Zumba (Cacá Diegues), O Santo Médico (Sacha Gordine), e Os Fuzis (Ruy Guerra), entre outros.
Em 1967, ele deixou a Rádio Nacional e se mudou para os EUA, indo morar em Pasadena, onde ficou dando aulas de música até ser descoberto por Horace Silver. Em 1985, ele abriu junto com Radamés Gnattali, no Rio de Janeiro, o I Free Jazz Festival. Em 1996, ele condecorado pelo Presidente Fernando Henrique com a comenda da Ordem do Rio Branco. No mesmo ano, Santos foi homenageado no Brazilian Summer Festival em Los Angeles.
Seus arranjos originais para várias de suas composições foram transcritas por Mário Adnet e Zé Nogueira no álbum duplo "Ouro Negro"(2001), que teve as participações de Milton Nascimento, João Donato, Gilberto Gil, e do próprio Moacir Santos, entre outros.
Discografia
1965
|
Forma/Universal Music
| ||
1972
|
Maestro
|
Blue Note
| |
1974
|
Saudade
|
Blue Note
| |
2001
|
Independente
|
MOACIR SANTOS PARTE I
Moacir Santos ficou órfão muito cedo, e não há registro de músicos em sua família. "Quando mamãe morreu,eu tinha uns 3 anos, mais ou menos."
"Lembro de estar no quintal da casa, batendo latas, imitando a banda da cidade. Porque eu tinha uma bandinha: uns cinco meninos, tudo nuzinho, porque lá é muito quente e porque a gente era pobre. [...] O meu instrumento era lata, eu ficava batendo lata de goiabada. Ta-ta-ta-ta, tocando. Eu tenho isso pra mim, que eu já nasci músico, nasci com a música. Eu era também diretorzinho dos meninos da banda, quando a gente era criança."
A região onde nasceu, o sertão de Pernambuco, é também terra de flautas de pífano, que desde cedo as crianças se acostumam a ouvir, construir e tocar. E, por um acaso feliz, havia em Flores do Pajeú, cidadezinha onde foi morar, uma banda marcial.
"Eu era um garoto. Via os intrumentos, ia mexer, mas quando encostava alguém gritava: ‘Mexe aí não, moleque’. Como ia sempre nos ensaios, me chamaram para tomar conta dos instrumentos. Como era eu que vigiava, podia tocar à vontade (risos). Aprendi todos os instrumentos. Um dia pedi para o Mestre Paixão para tocar. Ele deixou, então peguei o trompete e toquei. Quando me viu tocar, ele, que era trompetista, disse: 'Tudo bem, mas você vai tocar é clarineta’.”
Moacir tinha apenas 14 anos quando isso aconteceu, e vivia como andarilho, percorrendo sozinho as cidades do interior pernambucano, tocando em bandas e circos. Aos 16 anos, um episódio marcante:
"Ler de primeira vista, é uma outra coisa; eu sabia música, devagar mas eu sabia. Mas quando eu fui à Bahia pra ler um ensaio com o Joca do Piston, ele falou: ‘Vocês tenham paciência com este rapaz que ele é muito promissor, ele promete muito’, eu aprendi na marra, eu me envolvi de um tal jeito com o negócio e aprendi de vergonha, uma vergonha dos músicos que tocavam."
Em Salvador, surge outro dos elementos formadores do músico Moacir Santos:
"Entramos na Bahia [...] fui terminar em Salvador. Conheci o pessoal assim dos Estados Unidos, o pessoal que ia a Paris. Era na época do Cassino Tabaris ... época da guerra, entre 42, 43, e na época da guerra o Cassino Tabaris tinha muitos músicos de fora que vinham tocar lá [...] Eu nunca cheguei a trabalhar lá, mas aprendi muito com os músicos de lá, com os saxofonistas [...] tinha um que tocava com o saxofone deitado [...] mas eles tinham um som, eles eram monstros para mim naquela época."
No ano de 1949, aos 23 anos, quando já era músico respeitado, e sax-tenorista da jazz band do Maestro Chiquinho, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Moacir tomou a decisão de tornar-se um músico completo. Aproveitando o rico ambiente da rádio e da cena musical do Rio de Janeiro, passou a estudar harmonia, contraponto, fuga e composição com os melhores mestres: Paulo Silva, José Siqueira, Virginia Fiusa, Cláudio Santoro, João Batista Siqueira, Nilton Pádua, Guerra-Peixe e o maestro alemão Hans-Joachim Koellreutter – discípulo de Arnold Schoenberg, um dos criadores do dodecafonismo e, também, um dos mais cultuados professores de harmonia na música erudita – do qual Moacir se tornou assistente por algum tempo.
Sua ânsia de aprender era tanta, que Moacir chegou a estudar com cinco professores na mesma semana, um a cada dia.
"Aprendi a ouvir a música erudita desde que estudava com Paulo Silva.”
O elemento que faltava em sua formação veio do contato com o jazz:
"Moacir me falou muitas vezes sobre os arranjos do Gerry Mulligan, e como o jeito de tocar do Mulligan o inspirou a adotar o saxofone barítono” (Mario Adnet)
Completava-se assim o ciclo de formação, durante o qual Moacir incorporou a seu talento inato o ritmo, os sopros, as bandas de metais, o jazz, o clássico e o domínio da teoria, da harmonia e da composição.
FONTE: Músicos do Brasil
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
DOM SALVADOR
Dom Salvador, nome artístico de Salvador da Silva Filho (São Paulo, 12 de setembro de 1938), é um músico, arranjador e compositor brasileiro.
Sua carreira musical teve início aos 12 anos de idade em Rio Claro/SP, como pianista em uma orquestra.
Tornou-se conhecido em 1961, mesmo ano em que mudou-se para o Rio de Janeiro a convite de Dom Um Romão, onde passou a fazer parte do grupo Copa Trio.
Em 1965, gravou o disco Salvador Trio, como integrante de um grupo com o mesmo nome. Logo depois, formou o grupo Rio 65 Trio, com o qual gravou um LP de mesmo nome.
No ano seguinte, o Rio 65 Trio viajou para a Europa, juntamente com outros músicos como Edu Lobo, Sylvia Telles e Rosinha de Valença, entre outros. Depois de apresentar-se em muitos países, o grupo gravou outro LP, na Alemanha. Ainda em 1966, Dom Salvador foi para os Estados Unidos juntamente com outros músicos, e retornou a esse país na companhia de Elza Soares. Desta vez, fez amizade com vários músicos de jazz, como Thelonious Monk, Charles Lloyd e vários outros.
Retornando ao Brasil tornou-se produtor musical e pesquisador, tendo esta última ocupação motivado viagens para vários outros países.
Em 1970, fez parte do grupo Abolição, juntamente com integrantes dos grupos Cry Babies e Impacto 8, criando assim o embrião do que viria a ser o movimento Black Rio.
Atualmente, Dom Salvador vive em Nova York, onde toca piano em um restaurante. Os discos gravados por ele entre os anos 60 e 70 são, hoje, raridades vendidas a preços altos, quando encontradas.
A VOLTA DE DOM SALVADOR
Ele ainda se emociona ao recordar as homenagens que recebeu, em 2003, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em duas concorridas noites do festival Chivas Jazz, o pianista e compositor Dom Salvador interrompeu um afastamento de 30 anos dos palcos brasileiros.
“Foi inesquecível. Como estava ausente do país por tanto tempo, eu não esperava encontrar tanta receptividade”, diz o músico de 68 anos, que se mudou para os Estados Unidos, em 1973, já reconhecido como líder de originais trios de samba-jazz e da banda Abolição, pioneira nas fusões do samba com o soul e o funk.
A carreira de Salvador decolou em São Paulo, no início dos anos 60, em boates como a Baiúca e a Cave. Em 1964, seu piano já brilhava nas jam sessions do Beco das Garrafas, lendário reduto da bossa nova, no Rio. Gravações e shows ao lado de astros da MPB, como Elis Regina, Jorge Ben e Edu Lobo, aumentaram seu prestígio.
Hoje, depois de passar as festas de final de ano em Rio Claro, cidade do interior paulista, onde nasceu, Salvador se prepara para quebrar um hiato ainda maior em sua carreira. No próximo dia 8, no Rio, ele vai começar a gravar seu primeiro disco no Brasil em 35 anos. O último foi o inovador “Som, Sangue e Raça” (1971), seu único álbum com a banda Abolição.
Nessas novas gravações, o pianista pretende resgatar o projeto do Rio 65 Trio, cultuado grupo de samba-jazz que formou com o baterista Édison Machado (morto em 1990) e o baixista Sérgio Barroso, em meados dos anos 60. De vida curta, esse trio só gravou dois LPs, que chegavam a ser vendidos por centenas de dólares até 2003, quando foram finalmente editados em CD.
Na nova versão do trio, que volta a incluir o baixo acústico de Sérgio Barroso, Salvador contará com a participação de Duduka da Fonseca, baterista que também vive nos EUA. “O Duduka é um seguidor do Édison Machado. Só ele poderia substituí-lo”, justifica o pianista e líder, que planeja gravar nesse álbum apenas composições próprias.
Antes do início das gravações, Salvador fará uma apresentação no palco da megastore Modern Sound, no Rio, na próxima sexta-feira. “Deve virar uma jam session, um negócio informal. Vou chamar os amigos”, avisa.
Em Nova York, onde mora, Salvador toca cinco vezes por semana no River Café. “O público é meio conservador, mas eu toco um pouco de tudo lá”, diz, ressaltando que, após 29 anos como pianista dessa casa, tem liberdade total para misturar música brasileira aos tradicionais standards de jazz.
“Tenho sentido que as pessoas estão cad
Outro motivo recente de alegria para Salvador foi saber que o Choro Ensemble, grupo de músicos brasileiros que há anos interpretam nos EUA um repertório centrado no choro, está preparando um álbum só com choros de sua autoria.
“Misturo muita coisa em minhas composições: samba, maxixe, cateretê, baião”, comenta o pianista, que costuma se referir à sua música como “afro-brazilian jazz” (jazz afro-brasileiro). “Lá [nos Estados Unidos] tudo é marketing. E quando você fala em música brasileira para um norte-americano, a primeira coisa em que eles pensam é bossa nova ou samba. Quero que eles entendam que minha música não é só isso”.
Enfrentando racismo
Dom Salvador planeja aproveitar seus dias finais de gravação, no Rio, para reencontrar ex-colegas da banda Abolição, como o guitarrista Zé Carlos e o vocalista Luiz Carlos. A idéia é gravar outro CD, de maneira mais informal.
“Quero fazer uma jogada no estúdio, com pouco ensaio, quase uma jam session”, diz, pensando em utilizar nessa gravação uma instrumentação despojada. “Quero usar caixa de fósforos, talvez nem bateria, só percussão”.
Outro projeto do pianista para este ano é o de articular, nos EUA, uma banda na linha da Abolição, para interpretar compositores brasileiros negros, como Moacir Santos, Ataulfo Alves e Zé Kéti.
“Sempre tive em mente rearticular esse grupo. Agora surgiu a oportunidade, mas não mais com o nome Abolição. Essa onda já passou”, diz Salvador, revelando que o nome e o visual black da banda eram, para a maioria de seus integrantes, apenas um lance de marketing. “Nós só queríamos tocar e curtir. Não tínhamos ligações políticas”, afirma.
Mesmo assim, admite, só o fato de reunir um grupo de músicos negros, na época, já provocava situações incômodas. Como as reações frente aos pés descalços e roupas africanas da banda durante o Festival Internacional da Canção, no Rio, em 1970. “A censura veio nos perguntar se aquilo era algum tipo de protesto”, relembra.
Mais reveladora foi a apresentação da Abolição em uma boate freqüentada pela elite carioca, em 1971. “Fomos convidados a fazer uma temporada na Flag, mas a primeira noite também foi a última. Os garçons nos disseram que as pessoas da platéia reclamaram de que havia muitos negros no palco”.
Ironicamente, seis anos depois, Salvador apresentou-se para outra elite, sem sentir o mesmo preconceito: um concerto para a rainha da Inglaterra, em Londres, como diretor musical do cantor Harry Belafonte.
FONTE: WIKIPÉDIA
(Entrevista originalmente publicada na “Folha de S. Paulo”, em 3 de janeiro de 2007)
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
LAURINDO ALMEIDA
Laurindo José de Araújo Almeida Nóbrega Neto (Miracatu, 2 de setembro de 1917 — Los Angeles, 26 de julho de 1995) foi um violonista brasileiro.[1]
O violonista e compositor Laurindo Almeida nasceu na pequena cidade litorânea "Prainha", hoje Miracatu, no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. Vinha de uma família grande e com formação musical: seu pai, ferroviário, era um apaixonado seresteiro e sua mãe, de cujos 15 filhos morreram oito, era uma pianista amadora. Iniciou-se com as primeiras noções musicais de sua mãe e aprendendo a tocar o violão com sua irmã Maria. Em 1935, já habilidoso, mudou-se para Santos e, depois, para o Rio. Sozinho e sem dinheiro, chegou a dormir em banco de praça, tendo passado semanas à base de café com leite e pão e manteiga.
Começou sua carreira em 1936 tocando a bordo de um navio de cruzeiro e, no final dos anos 30, foi trabalhar na Rádio Mayrink Veiga, levado pelo radialista César Ladeira, tendo inclusive formado um duo com o lendário Garoto e atuado ao lado de artistas como Heitor Villa-Lobos, Radamés Gnattali, e Pixinguinha. Em 1947 fez parte da orquestra de Carmen Miranda.
A partir de 1950, estabeleceu-se em Los Angeles e passou ser um requisitado músico de estúdio e se tornando-se conhecido como violonista da orquestra de Stan Kenton, gravando muitos discos.
Talvez como nenhum outro artista, Laurindo contribuiu para a difusão sistemática da bossa nova nos EUA. Comenta-se mesmo que suas gravações de 1953 com o saxofonista Bud Shank antecipam em vários anos, do ponto de vista musical, o aparecimento da bossa nova.
Nos anos 1963-1964, Laurindo participou do Modern Jazz Quartet. Ele ganhou seis Prêmios Grammy, além de uma série de outros prêmios da indústria fonográfica e cinematográfica, e compôs e fez arranjos para 800 produções, incluindo filmes dos grandes estúdios de Hollywood. Ele toca bandolim em O Poderoso Chefão, de 1972, e alaúde em Os Dez Mandamentos, de 1956, tendo sua última participação em filmes em Os Imperdoáveis, dirigido por Clint Eastwood, de 1992. Também fez arranjos para a série Bonanza e Além da Imaginação.
FONTE: Wikipédia
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Beco das Garrafas é o nome atribuído a uma travessa sem saída da rua Duvivier, na cidade brasileira do Rio de Janeiro, que abrigava um conjunto de casas noturnas, situado no bairro carioca de Copacabana, nas décadas de 50 e 60.
A alcunha de Beco das Garrafas se deve à prática dos moradores de jogar garrafa nos boêmios que frequentavam os bares Ma Griffe, Bacará, Little Club e Bottle's, reduto do músicos do movimento musical urbano surgido em 1957, a bossa nova.
Ali se apresentavam Sergio Mendes, Luís Carlos Vinhas, Baden Powell, Durval Ferreira, Tião Neto, Manuel Gusmão, Bebeto Castilho, Dom Um Romão, Airto Moreira, Wilson das Neves, Chico Batera, Ronaldo Boscoli, Miele, entre outros músicos.
Entre os cantores, Elis Regina, Sylvia Telles e Marisa Gata Mansa, Dóris Monteiro, Claudette Soares, Alaíde Costa, Leny Andrade, Wilson Simonal.
Ganhou notoriedade quando citado pelo escritor e jornalista Nelson Motta, no livro Noites Tropicais, onde o autor retrata a evolução da música popular brasileira, musicalidade esta contemporânea dos bares deste beco.
FONTE: Wikipédia.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
HISTÓRIA DO SAMBA JAZZ
Afinal, quando, como e onde
começou a mistura do jazz com o samba que resultou na música instrumental
brasileira moderna?
A semente que germinou essa fusão
foi plantada em abril de 1953 pelo violonista Laurindo Almeida e o saxofonista
Bud Shank quando gravaram o seminal disco "Brazilliance", em Los Angeles. Nesse
disco experimental, o violonista brasileiro e o saxofonista de jazz apresentaram
uma novidade revolucionária: as improvisações de Shank tocando repertório
brasileiro em linguagem jazzística. Em grande forma, Shank adaptou-se
inteiramente ao contexto, assentando as bases do que na década seguinte
chamariam de jazz-samba, mas no Brasil ficou conhecido por samba-jazz. O impacto
daquele disco em nosso meio musical foi extraordinário, abrindo as portas para
um estilo até então inimaginável. Curiosamente, na época um conhecido
saxofonista brasileiro declarou enfaticamente que era impossível improvisar
sobre música brasileira, porém, posteriormente, ele adotou a improvisação
jazzística na temática brasileira dos seus discos.
"Brazilliance" foi editado no
Brasil pela gravadora Musidisc e conquistou imediatamente uma nova geração de
músicos que vieram a ser figuras de relevo na bossa nova e, posteriormente, no
samba-jazz.
Outro fator importante precursor
do samba-jazz no Brasil foi o revolucionário disco "Turma da Gafieira", com
Altamiro Carrilho (flauta), Zé Bodega e Maestro Cipó (saxes-tenor), Raul de
Souza (trombone), Sivuca (acordeão), Baden Powell (violão), José Marinho (baixo)
e Edison Machado (bateria). Além das improvisações nos solos, a atuação de
Edison Machado incorporou uma inovação que causou surpresa, desagrado e
controvérsia entre os renitentes cultores do samba: ele utilizou os pratos da
bateria em seus estimulantes acompanhamentos, algo totalmente inédito e
inconcebível para os músicos da época.
Mas, o que é improvisação
jazzística? Para um músico, improvisar significa criar novas melodias sobre a
estrutura harmônica de uma composição ao sabor da sua imaginação. Em outras
palavras, ter total liberdade para expressar sua própria concepção explorando
suas idéias melódicas num clima prevalecendo a espontaneidade e a originalidade,
injetando variações de coloridos tonais, nuances rítmicas e inflexões. Por isso
o jazz é a música do indivíduo e a improvisação é um elemento essencial da sua
linguagem.
Para avaliar esses elementos
inseridos pelos solistas, é suficiente comparar as inúmeras gravações das mesmas
músicas por diversos músicos, constatando que todas diferem das demais porque
cada músico improvisa à sua própria maneira.
A prova que a maioria dos
instrumentistas brasileiros foi influenciada pelo jazz era evidenciada nas jam
sessions que se realizavam no Rio de Janeiro nos anos 50 e 60. Essas sessões
informais aconteceram nos auditórios da Associação Brasileira de Imprensa,
Associação Cristã de Moços, Clube Mackenzie, Fluminense Futebol Clube e
Associação Atlética Banco do Brasil, entre outros locais, atraindo numeroso
público. Entre seus habituais participantes contavam-se Julio Barbosa, Clélio
Ribeiro, Santos e Wagner Naegele (trompetes), Paulo Moura, Jorginho, Zé Bodega,
Moacir Santos, Maestro Cipó, Aurino Ferreira, Moacir Silva e Hélio Marinho
(saxofones), K-Ximbinho (clarinete), Nelson dos Santos, Norato, Astor, Macaxeira
e Duba (trombones), Dinarte Rodrigues e Bola Sete (guitarra), Hugo Lima, Chaim
Lewak e Fats Elpidio (piano), Vidal, Luiz Marinho e José Marinho (baixo),
Anestaldo, Paulinho Magalhães e Sutti, (bateria).
Nos anos 50, o radialista Paulo
Santos promoveu dois concertos de jazz no teatro Muncipal do Rio de Janeiro, com
amplo sucesso.
A partir de 1958, a bossa nova
conquistou imediatamente a juventude brasileira ocasionando uma radical
transformação melódico-harmônico-rítmica na nossa música popular, inaugurando o
período moderno da MPB.
Dois acontecimentos importantes
ocorridos em 1961 deram um impulso extraordinário à música brasileira moderna
quando tocaram no Brasil os conjuntos American Jazz Festival e o quinteto do
trompetista Dizzy Gillespie. Seus músicos ficaram encantados ao ouvirem bossa
nova pela primeira vez, cuja existência desconheciam. Ao regressarem, Dizzy
Gillespie, o trombonista Curtis Fuller, os saxofonistas Coleman Hawkins e Zoot
Sims, o flautista Herbie Mann e o pianista Lalo Schifrin gravaram discos com
temas de bossa nova. Em março de 1962, o saxofonista Stan Getz gravou o disco
"Jazz Samba" com o quarteto do guitarrista Charlie Byrd; seu sucesso imediato e
estrondoso traduziu-se na venda de 1 milhão e 600 mil cópias na primeira semana.
.
Motivado pelo sucesso fulminante
da nova música brasileira, em novembro de 1962, Sidney Frey, presidente da
gravadora Áudio Fidelity, organizou um concerto de bossa nova no Carnegie Hall,
o templo da música americana, em Nova Iorque. Vários músicos, cantores e
conjuntos brasileiros apresentaram-se no evento, aumentando o interesse dos
americanos pela bossa nova. O concerto foi gravado pela Áudio Fidelity no disco
"Bossa Nova at Carnegie Hall".
As emissoras de rádio americanas
tocavam discos de bossa nova sem parar. Foi a abertura não oficial de um mercado
internacional de trabalho para nossos músicos e cantores.
Paralelamente, músicos e cantores
americanos gravaram uma enxurrada de discos de bossa nova, vários com
participações de artistas brasileiras, incluindo Sérgio Mendes, Tião Neto,
Hélcio Milito e Chico Batera.
Enquanto isso, as noites no
lendário Beco das Garrafas, em Copacabana, atraíam platéias de jovens ávidos em
ouvir a nova música. Os quatro clubes daquele logradouro (Little Club, Bottle's,
Bacará e Ma Griffe) lotavam todas as noites. Nesse particular, o Beco das
Garrafas foi a versão nacional da Rua 52, em Nova Iorque, que nos anos 40 foi o
pólo efervescente onde tocavam os grandes jazzmen da época. Todas as noites
acontecia algo novo no Beco, fosse uma nova composição, um arranjo mais
elaborado, o aparecimento de um músico ou cantor de talento, e o ambiente
fervilhava até alta madrugada. Apresentaram-se nos clubes do Beco, entre
inúmeros outros, Sérgio Mendes, Dom Salvador, Luiz Eça, Raul de Souza, J. T.
Meirelles, Agostinho dos Santos, Baden Powell, Mauricio Einhorn, Milton Banana,
Claudette Soares, Alaíde Costa, Marisa Gata Mansa, Leny Andrade (com 17 anos,
sendo menor de idade era acompanha pelo pai), Pery Ribeiro, Julio Barbosa,
Maestro Cipó, Hugo Marotta, Silvio Cesar, Orlann Divo, Tenório Junior, Jorginho
Ferreira da Silva, Edson Maciel, João Luiz Maciel, Durval Ferreira, Dom Um
Romão, Chico Batera, Victor Manga, Tião Neto, Rosinha de Valença, Manuel Gusmão,
Luiz Carlos Vinhas, Hélcio Milito, Bebeto Castilho, Sylvinha Telles, Dóris
Monteiro, Wanda Sá, Tito Madi, Sergio Ricardo, Candinho, Mario Castro Neves,
Osmar Milito, Aurino Ferreira, Sérgio Barrozo, Roberto Menescal, Alberto
Castilho, Ronaldo Vilela, Oscar Castro Neves, Jorge Ben, Toninho Oliveira,
Sérgio Augusto, Marcos Valle, Lúcio Alves, Antonio Adolfo, Chico Feitosa, Mario
Telles, Moacir Marques, Juarez Araújo e Odette Lara.
Nesse período surgiram os trios
de piano-baixo-bateria que fariam história tocando temas brasileiros com
improvisação jazzística, o que germinou e cristalizou definitivamente o
samba-jazz. Entre dezenas deles, despontaram Tamba Trio (LPs "Tamba Trio",
"Avanço" e "Tempo"), Sambalanço Trio (LP "Sambalanço Trio"), Milton Banana Trio
(LPs "Samba é isso - vol. 4", "Balançando" e "Vê"), Salvador Trio (LPs "Salvador
Trio" e "Rio 65 Trio"), Tenório Junior Trio (LP "Embalo"), Bossa Três (LP "Bossa
Três em Forma"), Jorge Autuori Trio (LPs "Vols. 1 & 2"), Primo Trio (LP
"Sambossa"), além do Embalo Trio, Bossa Jazz Trio e Trio
3-D.
Outras formações que brilharam no
Beco foram o sexteto Sérgio Mendes & Bossa Rio (LP "Você Ainda não Ouviu
Nada!"), Meirelles e Os Copa Cinco (LPs "O Som" e "O Novo Som"), os conjuntos de
Raul de Souza (LPs "Impacto" e "À Vontade Mesmo"), Baden Powell (LPs "À Vontade"
e "Tempo Feliz", com Maurício Einhorn), Edison Machado (LP "Edison Machado é
Samba Novo"), Paulo Moura (LPs "Quarteto" e Hepteto"), Luiz Henrique (LP "A
Bossa Moderna de Luiz Henrique"), Julinho Barbosa (LP "100% Bossa"), Luiz Carlos
Vinhas (LP "Novas Estruturas"), Moacir Marques (LP "Jazz e Bossa Nova"), Os
Catedráticos (LP "Ataque"), Fats Elpidio (LP "Piano Bossa Nova"), Sete de Ouros
(LP "Impacto"), Victor Assis Brasil (LP "Desenhos"), Waltel Branco (LP "Mancini
Também É Samba), Nelson dos Santos (LP "Brasil Bossa
Nova").
Na mesma época surgiram em São
Paulo dezenas de músicos e conjuntos que aderiram ao samba-jazz, entre os quais
Zimbo Trio, com Amilton Godoy, Luiz Chaves e Rubens Barsotti (LPs "Zimbo",
"Zimbo convida Sonny Stitt" e "Caminhos Cruzados"), Breno Sauer (LP "4 na
Bossa"), Luiz Loy Quinteto, Conjunto Som 4, Jongo Trio (LP "Jongo Trio"),
Quarteto Novo, Manfred Fest Trio (LPs "Bossa Nova, Nova bossa", "Evolução" e
"Alma Brasileira"), Pedrinho Mattar Quarteto, Guilherme Vergueiro (LPs
"Naturalmente" e "Live in Copenhagen"), Erlon Chaves (LP "Sabadabada"), Sambrasa
Trio, Som 3, Os Cinco-Pados, Sansa Trio, Octeto de Cesar Camargo Mariano, Casé
(LP "Samba Irresistível"), Luiz Chaves (LP "Projecão"), Paulinho Nogueira, André
Geraissati (fundador do emblemático Grupo D"Alma) e muitos
mais.
Abrindo um parêntesis, no final
dos anos 50, antes de afirmação da bossa nova, dois músicos brasileiros foram
para os Estados Unidos em busca de novas oportunidades: o guitarrista e
violonista Bola Sete e o pianista e compositor João Donato, sendo bem-sucedidos.
Bola Sete tocou com Dizzy Gillespie e Vince Guaraldi.além de gravar vários
discos; Donato atuou com Mongo Santamaría, Bud Shank, Tito Puente, Astrud
Gilberto e outros.
Durante suas férias no Rio de
Janeiro, em 1963, Donato gravou dois dos melhores discos da sua carreira: "Muito
à Vontade" e "A Bossa Muito Moderna de Donato". Regressando ao Brasil em 1973,
retomou sua carreira, mas depois sofreu uma paralisação; a partir dos anos 80
trabalhou intensamente e continua até hoje apresentando-se em inúmeros países do
mundo, incluindo Estados Unidos, Europa e Japão, onde granjeou um grande público
cativo, além de gravar abundantemente.
Com o sucesso do rock & roll
em todo o mundo nos anos 60, a bossa nova e o samba-jazz deixaram de ser a
música da juventude brasileira porque ganhava força e popularidade a Jovem
Guarda, invadindo como um tsunami os meios de comunicação do pais. Foi quando
Mauricio Einhorn declarou sua famosa frase: "A saída para o músico brasileiro é
o Aeroporto do Galeão", que alguns mal-informados atribuem a Tom Jobim. Muitos
deixaram o país em busca de outras paragens para tentar a sorte. Alguns foram
bem-sucedidos, outros nem tanto. Daqui partiram Sergio Mendes, Dom Salvador,
Oscar Castro Neves, Eumir Deodato, Manfredo Fest, Luiz Bonfá, Guilherme
Vergueiro, Edison Machado, Julio Barbosa, Raul de Souza, J. T. Meirelles, Hélcio
Milito, Rosinha de Valença, Wanda Sá, Luiz Henrique, Fernando Martins, Cláudio
Queiroz (Cacau), Romero Lubambo, Nilson Matta, Hélio Alves, Duduka da Fonseca,
Portinho, Mario Castro Neves, Raul Mascarenhas, Claudio Roditi, Marcos Resende,
Alfredo Cardim, Paulo Braga, Ion Muniz, Edson Lobo, Tita, Rodrigo Botter Maio,
Hélio Celso, Haroldo Mauro Junior, Irio de Paula, Nenê, Flavio Goulart, Cleber
Alves, Nico Assumpção, Tania Maria e outros. Vale ressaltar que vários desses
músicos tocam com freqüência em festivais de jazz europeus e
americanos.
Enquanto no Brasil a bossa nova e
o samba-jazz estavam em recesso forçado devido às preferências do público
roqueiro, em outros países continuavam sendo apreciados e cultuados, valorizando
nossos artistas, que ganharam novos mercados internacionais solidificando suas
carreiras.
Essa valorização no exterior,
inclusive com a edição de centenas de discos de bossa nova e samba-jazz nos
Estados Unidos, Europa e, principalmente, Japão, ocasionou uma reviravolta no
Brasil com o retorno do samba-jazz no repertório dos músicos mais
jovens.
Deve-se mencionar que a
realização dos dois Festivais de Jazz de São Paulo, em 1978 e 1980, Rio Jazz
Monterey Festival, no Rio de Janeiro, em 1980, despertaram o interesse de
milhares de pessoas, que passaram a dar maior atenção à nossa música
instrumental. Em decorrência desses três eventos, que movimentaram as duas
maiores cidades do país, as novas gerações de músicos surgidas a partir dos anos
80/90 trouxeram uma injeção de sangue novo ao samba-jazz.
Entre os que firmaram-se citamos
os pianistas Hamleto Stamato, Kiko Continentino, David Feldman, Marcio Hallack,
Itamar Assiere, André Dequech, Jota Moraes, Delia Fischer, Silvia Góes, Rique
Pantoja, Rafael Vernet, Adriano Souza e André Mehmari, baixistas Paulo Russo,
Dôdo Ferreira, Célio de Barros, Augusto Mattoso, Rodolfo Stroeter, Arismar do
Espírito Santo, Sizão Machado, Zeca Assumpção, Kiko Mire, Dudu Lima, Adriano
Giffoni, Zé Luiz Maia e Enéias Xavier; bateristas Rafael Barata, Duda Neves,
Esdras "Nenem" Ferreira, André "Limão" Queiroz, Carlos Bala, Lincoln Cheib,
Erivelton Silva, João Cortez, Ivan Conti, Edu Ribeiro, Edvaldo Ilzo e Magno
Bissoli; guitarristas Magno Alexandre, Felipe Poli; Hélio Delmiro, Lula Galvão,
Cláudio Guimarães, Juarez Moreira, Geraldo Vianna, Tabajara Melo, Weber Lopes e
Gilvan de Oliveira; trompetistas Daniel D'Alcantara, Paulinho Trompete, Altair
Martins, Nilton Rodrigues e Jessé Sadoc, saxofonistas Nailor Proveta, Teco
Cardoso, Marcelo Martins, Eduardo Neves, Zé Canuto, Daniel Garcia, Chico Amaral,
Fernando Trocado, Widor Santiago, Cacá Malaquias, Cleber Alves e Vinicius Dorin;
trombonistas Vittor Santos, Bocato, Valdivia Ayres e Roberto Marques..A lista é
virtualmente interminável.
O samba-jazz chegou
para ficar conquistando uma relevante posição na música brasileira. Apesar de
combatido pelos renitentes xenófobos de plantão, que desdenhosamente insistem em
afirmar tratar-se de música americana, continua conquistando novos talentos e
adeptos no Brasil e em vários países do mundo.
A despeito desses handicaps, o
samba-jazz resiste bravamente, nossos músicos prosseguem espargindo sua música
em concertos, casas noturnas, bares, quiosques, espaços oficiais e alternativos,
com boa afluência de público, além de continuar sendo grande atração no Japão,
onde tem público cativo, nos festivais europeus e
americanos.
Fabiana Cozza e Zimbo Trio
Um pouco da maestria desses grandes representantes do gênero.
Ave, Fabiana Cozza! Ave, Zimbo Trio!
SERVIÇO
A partir de outubro, 04/10, sempre as quintas-feiras, estaremos estreando nosso projeto na Lapa, Rio de Janeiro.
Contamos com todos vocês!
SUBLIME RELICÁRIO DA LAPA
R. Gomes Freire, 773, Lapa, RJ
Inf. e reservas: 21 22249824
OBS: Aceita-se todos os cartões de débito e crédito.
Ingresso: R$ 15,00 + 2kg de alimentos não perecíveis.
Realização: Pele Preta Produções Artísticas
SAMBA DO MARLANGO
Tendo como proposta inicial,
reverenciar os mestres desse gênero musical, tão harmonioso, quanto empolgante,
levando em consideração as variantes que existem dentro do cenário. Samba de
coco, roda, veio, exaltação, rock, jazz, são algumas formas de embalar o ritmo
através do balanço da batida cadenciada, ora forte, ora malemolente, mas jamais
sem perder a identidade que nos emociona seja no tambor, seja na bateria, pelas
cordas, pelas teclas ou no simples bater de mãos e no pisar dos pés.
Além de projeto artístico, o SAMBA DO MARLANGO, tem
cunho social, onde nos dias em que for realizado, serão solicitados alimentos
perecíveis a cada espectador no intuito de volvê-los a alguma
entidade/comunidade necessitada.
Com EP a ser lançado ainda nesse
semestre, contendo cinco músicas inéditas, o projeto SAMBA DO MARLANGO, chega
amparado artisticamente de forma promissora, com um trabalho de qualidade, onde
além de curtirem o espetáculo em seus dias de apresentação, os presentes também
poderão levar para casa ou apreciarem através de links pela internet, o
trabalho do cantor e compositor Allan Marlango. Das cinco músicas,
três são de sua autoria, onde foram arranjadas pelo produtor musical Guigo Nascimento, em Recife, sua terra
natal.
Realização: Pele Preta Produções Artísticas
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